Zeynard

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    — Set everything on fire.

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    Nied


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    — Set everything on fire.

    Mensagem por Nied em Qua Nov 30, 2016 7:39 pm


    — I n f i r e s ; Bultaeoreune. —
    Alguns anos atrás em Ahrias.

    Um corpo poderoso sem inteligência de nada servirá em campo, e uma mente apta sem um forte não perdurará. Talvez tenha sido o destino responsável por juntá-los, mas nunca haverá nada que possa realmente destruir a união harmoniosa que se formou entre dois importantes pontos. E foi dessa forma que Nied se encaixou perfeitamente com Mirae, deixando o seu incerto futuro nas pequenas mãos.

    Há algum tempo, um grande dragão preenchido por conflitos internos foi achado por uma garota mimada, porém gentil. Nied, um Draconi em plena adolescência, participava de lutas contra seres de sua própria espécie por obrigação, na intenção de divertir os mesmos senhores que capturaram não só ele, mas todos que se encontravam no ringue. Em contraste, a Fae chamada Mirae repousava com luxo em sua casa serenamente, esperando o momento que seus pais chamariam-a para participar de seu primeiro treino prático. Queriam realizar a operação na hora de uma luta, para de forma literal, terem como prender todos os envolvidos. E ao atingirem aquele momento, todos deram início a uma luta intensa que exigiu muita dedicação devido a diferença entre forças e inteligência de cada um. No final, os Faes policiais acabaram por vencer após algum tempo, sendo este o ápice para que a garota em experiência se encantasse intensamente na primeira vez que viu-o meio toda aquela destruição, cheio de marcas deixadas por um passado tortuoso, sendo um dos que lutava anteriormente. Apesar de estar bastante ferida e num estado não muito distinto do maior, perguntou com preocupação:

    ''Yah... Você está muito machucado? Eu vou cuidar de você.''

    E essa foi a frase que os marcou, dando início a uma amizade que sem tardar, intensificaria-se. Assim, até que chegassem ao transporte que seria capaz de levar em especial apenas os dois para a mansão de Mirae, a Fae fez o possível para passar uma pose forte rente ao dragão, para que este notasse que daquele dia em diante, o sol não era mais uma advertência para levantar-se do chão e ir contra novas pessoas. Mas que ao abrir os olhos, teria alguém ao seu lado para cuidá-lo independente de tudo, e futuramente, depois de já terem aprendido tudo que Ahrias tinha para lhes fornecer, ambos de mãos dadas, iriam desbravar o mundo afora. Foram apenas duas pequenas chamas qual se separam um dia, mas que se juntaram como ímãs para formar apenas uma maior, tendo como ideal aquecerem por onde passavam, como o mais puro e inocente fogo. Em breve, não haveria ninguém no mundo que não conhecesse o nome Bultaeoreune — a dupla que incendiaria em totalidade.
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    Re: — Set everything on fire.

    Mensagem por Mirae em Qui Dez 01, 2016 4:28 am

    — Quando a primeira faísca se torna uma pequena chama. —


    Com um movimento brusco, a Fae limpou as gotículas de sangue que salpicavam-a o rosto alvo. Não sabia se era o próprio, se era de seus inimigos, ou dos próprios aliados. Mirae não sabia de nada além da dor perfurante em um dos braços, dos ouvidos estalando e apitando, da ardência nos músculos, do cansaço, da culpa, da dor. Não via nada além do vermelho que pingava tanto da própria adaga quanto das roupas, e no chão, tingia parte do piso de puro cascalho e pedras. Era tanto para a pequena cabeça da garotinha jovem, em sua tenra idade, que não conseguia assimilar direito as coisas que se passavam ao redor. Não ouvia, não via, não sentia nada ao redor. Não ouvia os berros e urros da vitória. Não ouvia os choros de gratidão e de alívio, de libertação. Não sentia o corpo tremer, ou as bochechas aquecerem-se. Não sentia a febre. Não via os libertos, os corpos, os aliados. Estava ali, congelada no instante em que limpara o líquido vital que sujavam-lhe a pele. Não percebeu quando o objeto afiado caiu de sua mão, tintilando no chão e fazendo aquele característico barulho do ferro contra a superfície dura. Também não entendeu porquê balançara a cabeça positivamente quando alguém lhe tocara o braço, dizendo inúmeras coisas que a albina não fora capaz de entender naquele momento. Mal percebeu quando a respiração saiu fortemente pelas narinas, e também não sabia por quanto tempo ou quando havia prendido a respiração, e também não entendeu porque o chão lhe era tão próximo naquele momento. Será que havia caído? Não sabia. Estava confusa, inerte, ausente. Parecia que havia sido retirada do próprio corpo e que ainda estava presa na carruagem que a traria para aquele momento doloroso e cruel. 

    Ah... — A primeira sílaba veio como um suspiro de alívio dos próprios lábios agora quase sem cor. E depois desse, todos os sentimentos, todas as palavras que não havia dito. Tudo, tudo e tudo que estava preso dentro de Mirae saiu em uma enxurrada. Talvez tivesse gritado. Ou chorado. Mas quando pôs-se em pé novamente, cambaleante em busca de mais alguém, mais uma pobre alma trancafiada naquele lugar podre e imundo, não lembrava-se de nada. Sua mente havia apagado o que havia feito. Aquele momento de fraqueza não existiria. Ninguém havia visto, então, podia apagá-lo sem qualquer acusação de fraqueza. Respirou fundo, balançou a cabeça e foi em frente, os olhos azul-esverdeados procurando ao redor por alguma alma viva. 

    E achou. 

    Acuado e encolhido num canto, estava o draconiano mais bonito que seus olhos já haviam visto. Apesar de sujo e ferido, era lindo. Lindo como os olhos cinzentos, tão cinzentos que quase eram brancos, a fitavam com tamanha selvageria e medo. Como os lábios se partiram em um rosnado. Como os cabelos caíam pelo corpo, tão longos e brancos quanto os próprios. O draconiano era a coisa mais linda, selvagem e machucada que já havia visto em toda a vida. Tão machucada que os olhos da menina arregalaram-se completamente, novamente começando a caminhar — apesar da dificuldade que tinha em manter os passos retos e sem mancar — até o rapaz encolhido numa espécie de gaiola móvel. Provavelmente era o próximo participante, se não o primeiro. E pela quantidade de feridas e cicatrizes, diria que estava naquela arena nojenta e podre a um bom tempo. Um aperto cruzou o coração da pequena, que mais rápido ainda, recolheu a adaga do chão e correu de maneira desajeitada até o menino. Não devia ser muitos anos mais velho que si, e ainda sim, já havia passado por tanto sofrimento e tormento. Porém, Mirae manteve-se forte e recusou-se a demonstrar um pingo de dó ou tristeza. Abaixou-se a altura da jaula e com a adaga cortou as cordas que a prendiam fechada. Os olhos se moveram para o rosto do ser encolhido. 

    Yah...! Você está muito machucado? — Perguntou com calma e cuidado, no idioma comum. Os olhos se suavizaram junto da expressão, quando lenta e cuidadosamente moveu a pequena e magra mão para os pulsos presos por cordas grossas e ensanguentadas. O aperto era o bastante para o ferir a pele; — Eu vou cuidar de você. — finalizou, cortando aquelas algemas e estendendo a mão. Finalmente iria libertar aquele homem de todo tormento e dor de estar ali. Um sorriso delicado e manso se pintou nos lábios da garota, que com toda a paciência e calma do mundo esperou que este pegasse a própria mão, tirando-o dali. 

    Ajuda, aqui! — Gritou, logo, dois subordinados apareceram em frente aos dois. Mas, assim que fizeram menção de segurar o albino apoiado em si, Mirae os olhou de forma cortante. — Preparem uma carruagem e primeiros socorros. Ele vai comigo. 

    Sim, senhorita! — E observou os dois saírem, logo, voltando-se ao recém liberto draconi. 
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    Re: — Set everything on fire.

    Mensagem por Nied em Qui Dez 01, 2016 2:30 pm

    Uma imensa gaiola repousava nas profundezas do coliseu para Draconis. Somente de aproximar-se, era possível ouvir a respiração descompassada e feroz do ser que se escondia na escuridão. Nied arranhava lentamente o teto de seu lar com as unhas grossas, fazendo um corte de fechamento. Quem olhasse para seu desenho, veria como este estaria em péssimo estado, com várias figuras cheias de pó e sangue, sendo onde contava quantos dias estava em cárcere. Em seguida, sua mão tremia junto com o solo, visto toda intensidade que a batalha entre Faes e os senhores responsáveis pelo mesmo estavam tendo; desde o primeiro passo que deram no local, o albino havia sentindo algo como uma premonição de que algo iria ocorrer. Não sabia ao certo se era bom ou ruim, mas esperava que quando se encerasse, não acabasse levando qualquer punição por estar sendo um inútil — quando nem sequer poderia fazer algo. Tal pensamento poderia soar verdadeiramente egoísta, mas somente quem estava consigo naquela punição constante poderia realmente entender do que se tratava nunca poder pensar em ninguém além de si mesmo. Ou você era morto, ou acabava morrendo por falta de cuidados vindos de suas próprias mãos. Dessa forma, se permitiu um leve descanso, a testa indo contra a barra extremamente rígida e firme que causava-o uma sensação de frieza. Os cabelos molhados pela transpiração colavam lentamente na tez alva de seu rosto em pura ardência, além de outros diversos tipos de líquido que poderia encontrar. O local era cheio dessas surpresas desagradáveis.

    E de muitas mais que ninguém poderia imaginar. Os pensamentos sobre o assunto foram jogados impiedosamente contra a cabeça de Nied, fazendo-o segurar com toda força em sua prisão, pensando por quanto tempo mais passaria em mãos cheias de atrocidade, se iria morrer sem saber o motivo. Ás vezes, tal ideia era suficiente para que pensasse em tirar a própria vida, afinal, ninguém iria sentir sua falta. Amigos? Se existiram, teve de matá-los em campo. Família? Estes foram mortos antes mesmo que pudesse saber o que essa palavra significava. Si? Já se sentia lixo o bastante por toda essa dependência, então, de nada adiantaria. Acima de tudo, rezava para que ninguém se ousasse a entrar naquele lugar e conhecer as perversidade que se passavam. No entanto, talvez por destino ou pura coincidência, foi exatamente naquele momento qual ouviu passos cansados e difíceis serem dados. Alguém estava vindo em sua direção sem desvios, sendo um choque profundo de realidade: havia passado tanto tempo se afogando na desconecta mente, que não deu-se conta que finalmente a agitação lá fora tinha dado um fim. Os olhos acinzentados que beiravam o branco, por instinto, tomaram a ficar extremamente selvagens e ariscos perante uma nova presença, como um animal que já estava no torpor de feridas, enquanto simultaneamente um rosnado era lançado contra a pequena Fae.

    Foi quando o maior passou longos minutos em puro silêncio fitando o estado em que ela se encontrava. O rosto inocente e vários outros lugares se encontravam manchados por sangue, o cheiro forte exalando por ser recente. Existiam também uma mistura de odores presentes em seu corpo, um mesclado de Draconi e Fae, junto de profundos machucados que foram violentamente um feito sobre os outros. O dragão, então, imaginou várias possibilidades do porquê esta veio até si assim, mas logo jogou-os fora e prestou atenção no que realmente importava. Mais alguém tinha se ferido naquela arena maldita, e isso enfureceu como nunca o coração de Nied, que se pronunciou minimamente — Você está com.. muitos machucados. — disse, sem ter muita noção do que estava falando. Foi tirado extremamente jovem do abraço de seus pais, logo, não sabia nem mesmo falar direito o idioma comum. Por isso, sempre optou por ficar em silêncio e permanecer falando por obrigação com os punhos.

    Da mesma forma, não pode compreender certamente o que a palavra ''cuidar'' significava, mas o sorriso pintado nos lábios alheios e cada pequena ação que a mesma fazia pelo mais velho era tão bondosa e mansa, que não pode negar em segurar na pequena mão, envolvendo-a por completo. Os pulsos recém soltos doíam como um inferno pelas cordas estarem sobre marcas fundas, estando agora expostos fragilmente para o mundo, porém não sendo nada que o impedisse de ser levado para fora. As orbes do rapaz tiveram uma visão animadora, que alegrou-o de forma qual não conseguia nem distinguir. Como a muito tempo não tinha um sorriso no rosto, a felicidade parecia-lhe confusa, mas pela primeira vez em anos, descobriu que existiam pessoas tão boas quanto seus genitores, não podendo se conter em mostrar uma expressão de gratidão em troca. Nied apertava cautelosamente os dedos que o salvaram, passando os próprios sobre estes como se estivesse fazendo um afago. — Nied, coração, vê? — tentou passar através de palavras o que estava sentindo naquele momento, porém, notou que não seria de muita ajuda. Em consequência, teve de recorrer a ações, timidamente trazendo a mão qual segurava para o peito. O coração estava razoavelmente acelerado, mas era por um motivo bom. Era liberdade, potência.. uma sensação de estar vivo para mais alguém no mundo.

    Por isso, cuidar. — indicou com o dedo o braço da alva que parecia ser o local qual mais estava machucado e a deixando em tormenta, tentando insinuar que deveria cuidar de si própria antes dos outros. Já sucedeu muito apenas para os de uma raça que nem sequer deviam-lhe nada, então, precisava tomar cuidado daquela saúde frágil para continuar ajudando, correto? Nied, por incrível que pareça, mesmo não sendo um dos mais inteligentes, era bastante observador, então podia notar com facilidade coisas do tipo. Entretanto, foi a primeira vez que fez isso com alguém. — Posso fazer algo por você? — dissertou mais calmamente por ter um tempo enquanto os subordinados da outra não retornavam, quebrando toda aquela pose de forte da menor que sofria, tendo a notado meio tudo.
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    Re: — Set everything on fire.

    Mensagem por Mirae em Sex Dez 02, 2016 8:45 am

    Uhm... Que tal você deixar que eu cuide de você primeiro, e depois, você de mim? — A pequena Fae perguntou de modo gentil, gesticulando com a mão, temendo que o draconi não entendesse as palavras que dizia. Sentia nos dedos ainda o coração palpitante do maior, e as bochechas tomaram um leve tom rosado ao notar isso. Era quase fofo como o albino não conseguia falar direito, e mesmo assim, queria cuidar de si. Quase não, era totalmente adorável e Mirae se sentia extremamente alegre por aquilo, mesmo que não fizesse sentido algum se alegrar por isso. — Na carruagem, podemos fazer isso. E depois, posso ensinar você a ler e escrever! — Estava quase animada, e contava com gestos e palavras fáceis para o rapaz que iria ser seu suporte, a partir dali. 

    Porque, por algum motivo, Mirae nunca deixaria que Nied saísse de perto de si. Nunca. 

    Mirae aga-ssi, a carruagem está pronta! — Um dos servos que havia se aproximado anteriormente retornara, recebendo um aceno e um agradecimento seco por parte da de olhos azuis, guiando o par até a carruagem e ajudando-os a subir a bordo, indicando o kit médico para a menina; — Demorará dois dias para chegarmos até a casa de seus pais, aga-ssi. Parece que houve um desbancamento de terra na via principal. — Explicou temeroso, recebendo um suspiro. 

    Tudo bem. — Assentiu a garota, enquanto fechava a porta — Não se esforce demais, uh? — Pediu, arrancando um sorriso do aliado. Voltou a observar Nied, agora com a caixa dos primeiros socorros em mãos, começando a selecionar os itens que usaria; — Pode doer um pouco, certo? — Falou tristonha, não queria fazê-lo sentir dor. 


    Última edição por Mirae em Sab Dez 03, 2016 3:06 am, editado 1 vez(es)
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    Re: — Set everything on fire.

    Mensagem por Nied em Sex Dez 02, 2016 2:44 pm

    Nied olhava fixamente para a Fae em sua frente, ao mesmo tempo que, atentamente, ouvia suas palavras. Demorou um pouco para enfim processar o que ela realmente queria dizer com aquelas palavras, mas com a ajuda de suas simples gesticulações, um grande sorriso brotou nos lábios do albino. Entendeu que eles iriam cuidar um do outro quando estivessem na carruagem, e que também, a menor seria possivelmente seu suporte a partir dali. O Draconi não pode evitar de tornar-se extremamente animado com aquela ideia, visto que uma das coisas que sempre lhe estiveram em falta foram cuidados por parte de outra pessoa e conhecimento, mesmo que este não fosse incrivelmente amplo — Caneta! — tentou insinuar que estava ansioso em abundância quando fez um ato de escrever no ar, se referindo a escrever. No fundo, entretanto, aquela ansiedade parecia ser algo mais profundo.. como se a presença da mais nova tivesse acolhido-o nos braços, o aquecendo afetuosamente. Não por tê-lo salvado de uma tormenta que demonstrava ainda ter poder para durar mais anos e anos, quem sabe até depois da própria morte, mas por seu jeito extremamente gentil e o mais belo sorriso.

    Assim, ambos subiram na carruagem, onde o dragão olhou curiosamente para o kit de primeiros socorros. Sua expressão se tornou levemente perdida e canhestra, como se já tivesse visto aquele material em algum lugar, mas não sabia ao certo para que servia. Até que, bingo! Mesmo que fosse anormal ver tais kits correndo pela arena onde vivia, algumas vezes as pessoas responsáveis por organizarem o local acabavam sendo atacadas pelos draconis mais corajosos e ousados, onde em seguida, tinham que ser cuidados. Dessa forma, Nied pode ficar preenchido por mais alegria, tendo certo saber em como mais ou menos poderia cuidar dos ferimentos da mais nova, ou ao menos, fazê-la se sentir um pouco curada. Não poderia de forma alguma deixá-la naquele estado perigoso.

    Pouco depois, foi puxado de seu pequeno mundo cheio de preocupações pela mesma que chamou sua atenção com a voz suavemente tristonha, fazendo-o tomar as pequenas mãos entre as próprias. — Está tudo.. bem, uh! — falou em tom pausado, com a voz serena, mesmo que tendo se embolado todo meio a frase. Nem sequer havia perguntado ainda o nome daquela que o cuidava. Por isso, Nied balançou a cabeça timidamente, se preocupando em pegar um pequeno frasco com remédio líquido, segurando em sua mão. — Frente, u-uhm, pode? — tentou gesticular para que ela entendesse sem precisar quebrar o contato, indicando que esta deveria estender o braço que mais havia se machucado para a frente, na intenção de deixar o de chifres sará-la onde fora perfurado pelos outros dragões.
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    Re: — Set everything on fire.

    Mensagem por Mirae em Sab Dez 03, 2016 3:06 am

    Os dedos da pequena fae trabalhavam de maneira ágil e delicadamente. Já estava com o vidro de ervas embebido em algum medicamento de cheiro forte. Com os próprios dedos, passava pelos cortes e ferimento mais recentes e abertos do albino. Era cuidadosa, suave e carinhosa, a fim de não fazê-lo sentir mais dor, mais ardência do que necessário. Não queria que o rapaz sofresse nas próprias mãos sequer a mínima coisa, estava temerosa. Sentia-se trêmula e febril, e finalmente a dor dos ferimentos e de tantos treinos faziam-se presentes no pequeno corpo, mas ainda assim, não se deixava abalar, não deixava transparecer o quanto aquilo doía e machucava. 

    Uh? — Uma risada escapou-se dos lábios rosados da menina, os olhos brilharam levemente e as bochechas tornaram-se levemente avermelhadas. Inclinou a cabeça e olhou-o nos olhos, logo entendendo o que ele havia querido dizer; — Cuidar..? — Surpreendeu-se, sentindo quando a carruagem passou por cima de uma pedra, fazendo com que a menor voasse para cima do corpo do maior, as bochechas ficando mais e mais vezes vermelhas.

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      Data/hora atual: Seg Dez 18, 2017 6:40 am