Zeynard

Um forum de RPG chamado Zeynard - O mundo flutuante


    O Florescer das Penas Brancas

    Compartilhe
    avatar
    Eleanor S. Campbell
    Solo


    Ficha do personagem
    HP:
    6/6  (6/6)
    Level: 1
    Dinheiro: 1200 gil

    O Florescer das Penas Brancas

    Mensagem por Eleanor S. Campbell em Qua Nov 09, 2016 1:30 am

    Inicialmente, Salvi e Campbell foram duas famílias diferentes.

    Salvi, seu lado paterno, é constituído principalmente por guerreiros, sejam da arte da guerra ou da magia. Sua ancestralidade remonta aos tempos da guerra dos cristais, onde estiveram envolvidos na salvação dos povos da Escuridão. Todavia, muitos faleceram nessa empreitada, então muito do poder que possuíam foi perdido nisso; mas seus sacrifícios foram honrados, e mesmo nas gerações atuais são conhecidos especialmente pela sua coragem e força de vontade.

    Já os Campbells, seu lado materno, é constituído de uma longa linhagem de praticantes de magia, tendo um foco especial na magia branca. Desse lado, igualmente muitos morreram, mas mesmo em números menores, não deixaram de se esforçar em cuidar do povo. Repudiam a violência, sempre buscando soluções pacíficas, sendo de fato os mais democráticos apesar de profundamente religiosos. Após a recuperação dos povos, os Campbells se tornaram reclusos, vindo a praticamente serem esquecidos pela igreja, se não fosse pela avó da Eleanor.

    A avó da Eleanor, Madeleine Campbell, foi um tipo não tão raro de devoção quase cega. Toda a família passou a viver nos campos, tendo uma fazenda relativamente grande para cuidar, a qual era atendida pelo Horace Campbell, e sua filha mais velha, Merid Campbell. O casal nunca conseguiu produzir um herdeiro homem, tendo ao todo quatro filhas. Merid demonstrou uma capacidade racional única, sempre se esforçando tanto nos estudos como na fazenda. Graças a isso, a mesma conseguiu ir para a cidade principal, e apesar de temer a represália do pai, Horace apoiou a filha.
    Alguns anos se passaram após isso, Merid se desenvolveu em uma mulher de beleza rústica e simples. Chegou a se casar com um mercador, Gallerius Thadeus, o qual foi um desastre. Merid era infeliz nesse casamento, e quando seu filho com o searph completou 2 anos, veio a se separar do mesmo. Gallerion Campbell cresceria para se tornar um belo searph de temperamento calmo e complacente, e veio a se juntar ao clero.

    Durante o tempo em que Merid estava solteira, se esforçando para sustentar o filho, ela conheceu Mehwan Salvi.

    Os Salvi se tornaram uma família de alguma forma tradicional, mas isso foi graças aos esforços de Mehwan. Um searph deverás rigoroso e com conceitos extremamente militaristas e rigorosos, e apesar disso estar acompanhado da sua falta de fé em Deus, seu punho de ferro foi valorizado para manter a ordem. Pelo menos é isso que se sabe popularmente, pois Mehwan podia ser muitas coisas, mas uma coisa era definitivo que o mesmo não era popular com o povo. Ele esteve casado anteriormente, e o fruto dessa união, Augusto Salvi, seguiu na carreira militar. O rapaz sempre foi revoltado contra o pai, ao ponto de negar até mesmo dividir o mesmo sangue que ele. Os laços de pai e filho estavam desmoronando, até que Merid se envolveu com Mehwan.

    O jeito doce e atencioso da searph passou pelo coração endurecido daquele homem, e lentamente cresceu no coração do mesmo. Os dois vieram a se casar, e Merid rapidamente se tornou favorita pelo povo, e por conta da sua influência, Mehwan se tornou mais tolerável. Um era o equilíbrio do outro, como o quente e o frio se misturam para formar o morno. Não demorou para que a segunda criança de ambos nascesse, uma garota que viria a se chamar Eleanor Salvi Campbell.

    Entretanto, logo os tempos bons ficaram para trás quando os erros de Mehwan voltaram a se repetir. A razão do fim do primeiro casamento foi por conta do comportamento descomprometido do mesmo, indo atrás de outras mulheres e traindo sua esposa, sempre mantendo um sentimento possessivo em relação a mesma. Por conta dessa possessividade, Merid desistiu da sua vida na igreja, pois Mehwan desconfiava de todos os homens e mulheres fossem tentar tirá-la de si. Enquanto o casamento era coberto de infelicidades, a família era de alguma forma unida. Augusto demonstrou grande carinho pela madrasta, vindo a vê-la mais como mãe do que sua própria de sangue - a qual também se distanciou. Mehwan ficou com ciúmes dessa relacionamento, distorcendo os sentimentos do seu próprio filho, acusou-os de estarem mantendo um caso.
    Aquele foi o último pingo de erro para o rapaz, que logo ao chegar na idade adulta, foi embora do reino. Hoje, somente Merid sabe sobre seu paradeiro.

    Eleanor cresceu nesse ambiente conflituoso. Seu pai a amava profundamente, vindo a cometer o erro da superproteção com ela. Herdeira do legado das duas famílias, sua ingenuidade permaneceu durante toda sua vida por ter sido criada isolada do contato externo, sendo sempre motivada pela postura complacente e amorosa da sua mãe. Talvez de maneira peculiar, seu maior medo sempre foi o céu apesar de ser uma searph, pois a liberdade sem limites a assustava.

    Quando Augusto foi embora, a pequena Eleanor ficou ainda mais confusa, mas seu pai se recusava em sequer tocar no assunto.
    Mas, graças a Merid, as esperanças e o grande coração da sua filha nunca diminuíram. Conforme crescia, seu coração passou a desejar cada vez mais conhecer o mundo, estender suas asas e ser livre como o vento. Cada vez mais Mehwan teve dificuldades para controlar a pequena, que chegava a sair escondida e se disfarçar para olhar a cidade. Foi em uma dessas escapadas que foi sequestrada.
    Durante o tempo em que permaneceu em cativeiro por uma gangue, os mesmos tentaram até abusar dela, mas foram impedidos pelo líder. Foram alguns dias, mas da mesma forma que Merid cresceu no coração duro de Mehwan, aquele “vilão” cresceu no coração mole da Eleanor.
    Era ainda muito jovem, e sua ingenuidade era gigantesca, mas o líder sempre e protegia dos seus comandados, ao ponto que eles mesmos ficavam irritados diante daquela atitude. Foi durante uma noite que aconteceu um motim dentro da gangue, a garota estava dormindo quando foi desperta pelo seu guardião, coberto em ferimentos e com respiração alterada, mandou-a fugir. Ela não quis, e naquele momento os bandidos entraram no lugar onde estava confinada. Uma batalha brutal discorreu na sua frente, e apesar do líder ter vencido, estava profundamente ferido.
    Mesmo tão jovem, a garota correu para buscar ervas, lembrando-se dos ensinamentos da mãe, atendeu aos ferimentos do bandido, conseguindo estancar os sangramentos.
    Dia e noite manteve-se ao lado do mesmo, fielmente atendendo seus ferimentos e nunca saindo do seu lado. Tinha perdido a noção do tempo quando despertou com os guardas da cidade vindo ao seu socorro, acompanhados do seu pai.
    Mehwan era a definição de fúria, e jogando diversas acusações contra o líder, Eon, partiu para atacá-lo. O searph estava com uma profunda infecção, ao ponto que até estava tendo alucinações, e quando foi atacado, reagiu. O combate entre os searphs foi acirrado, e mesmo ferido, Eon conseguiu derrubar os guardas. Foi em um breve momento de clareza que entendeu que Mehwan veio resgatar Eleanor, e com apenas um sorriso para a garota, deixou ter sua vida tomada.

    A searph entrou em um estado depressivo profundo, ficando sempre com o colar que pertenceu ao seu guardião. Mehwan nunca conseguiu entender os sentimentos da filha, nem que ela era de fato emotiva, e o tratamento duro apenas piorava sua situação. Por conta disso, Merid se separou dele, levando sua filha para a igreja junto com ela.

    Foram anos envoltos em profunda meditação, sem conseguir encontrar aconchego nas palavras divinas, chegou a duvidar de Deus naquele tempo. Era uma adulta quando conseguiu encontrar uma maneira de seguir em frente.

    A searph viajou por um tempo até encontrar um belíssimo campo, e lá permaneceu durante diversas horas. Seu coração estava pesado com aqueles sentimentos, carregando aquele memento, ainda se lembrava do sorriso que havia sido lhe dado. Lágrimas escorreram pelos seus olhos conforme lentamente entendeu os sentimentos que passaram pelos dois. Sua fé estava de fato abalada, mas decidiu se agarrar naquele terno e juvenil amor que sentiu. Envolta naquele sentimento, enfim a mulher encontrou forças para seguir em frente.

    Ao retornar para igreja a jovem Campbell estava renovada. Seu amor pelo mundo cresceu infinitamente, sua ingenuidade e alegria retornaram, e a cada dia que passava se tornavam cada vez mais intensos. Por conta desses sentimentos que ela decidiu conhecer o restante do mundo. A curiosidade infantil retornará para ela, assim como o sonho de conhecer o mundo, mas dessa vez acompanhados pela eterna esperança na bondade das pessoas, desejando que seu amor pudesse salvá-las como Eon a salvou.

      Tópicos similares

      -

      Data/hora atual: Sab Ago 19, 2017 2:25 am